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Palavras soltas, pensamentos em sintonia

Palavras soltas, pensamentos em sintonia

E é isto*

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" N'ódja 1 brilho na bu olhar

1 sorizo ki é mas klaro ki sol

e n'xinti sem nenhum duvida

kel valor ki deus dja poi na nha mó

 

Sem hesita n txiga mas perto bo

n ouvi voz de bu coraçon

sem porkê sem nenhum explicaçon

n sabi ma é bó

 

É bó ke pa mim

coraçon dja fla n ka sabi minti

É bó ke pa mim

 

nada mas n krê só bó djunto mi

 

Distino fazen koncheu

e dja trazeu ti djunto mi

goci n'ka krê perdeu

e nunka mas largabu ti fim

 

Nha alma gemea nha metade ti fim

nha coraçon entregau si chavi

Oh baby é bó ki é tudo ki deus fazem akredita

ma 1 dia ta bem ta bem pa fazem muda tudo

 

Na nha vida 

Na nha mundo

Ei...Baby é bó

 

Ka importam di undi bu bem bu passado

ka importam basta bu fazem xinti amadu

n'ka perfeito mas n'kre po konxi nhas defeitos

basta nu ama ki resto nu ta da 1 jeto

ka importam kuase ki mundo ta pensa

ka importam si é ka es ki sta na nós lugar

 

ki sta ta xinti curaçon ta salta na peito

ki sta ta xinti amor sincero na 1 beju"

 

To Semedo - É Bó Ke Pa Mi

 

 

 

momentos

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Há momentos e momentos...situações e situações...paisagens e paisagens.

Duas mãos dadas sob o areal imenso que se sobrepõe sobre os nossos pés, tendo o mar como única paisagem. O mar, e tudo aquilo que ele traz...que nos traz.

O tempo parece parar...O mundo ao redor parece desaparecer, fugir, emigrar. 

A praia desenha-se sobre os nossos olhos, como o mais belo retrato de emoção...inexplicável, admirável, inigualável. É um misto de sensações, de utopias, de fantasias tão reais e ao mesmo tempo tão questionáveis.

Fecha-se os olhos...escutamos a respiração, o coração a bater, o mais pequeno toque que possa existir entre os dois corpos. E o Mundo volta a parar...Agora é, por instantes, só meu...só nosso.

A brisa toca-me no rosto, gelada mas tão quente, fria mas tão ternurenta... Gelam-se os lábios...esses lábios que parecem íman para se unirem, que parecem distantes e tão perto, que parecem incorretos mas tão corretos.

A Lua ilumina o céu...Esse céu estrelado que transforma a paisagem num quadro ainda mais formidável, numa realidade ainda mais reluzente, numa hora que parece um minuto.

As palavras soltam-se, ecoam-se, fazem prosas e poesias para os meus ouvidos...E, numa hora que parece um minuto, apetece tanta coisa, imagino tanto coisa, desejo tanta coisa que deixo o tempo trazer.

 

Sentia...Senti-se eu.

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Sentia o meu corpo quente, a arder, como se estivesse dentro de uma fogueira em pleno Inverno...Ardesse antes o meu corpo por outras razões, mais positivas, mais gloriosas, mais excitantes.

Sentia dores em cada pequeno osso que completa o meu esqueleto...Sentisse antes essas dores por ter dançado uma noite sem parar.

Sentia dores no peito, dores que não eram de amor ou desamor, dores que se intensificavam a cada respiração, a cada sufoco, a cada suspiro.

E fui até ao sítio que mais resistência faço, o sítio que equiparo a uma casa assombrada, como aquelas que nos contam nas histórias de criança. Fui ao Hospital.

Vi rostos de sofrimento, vi rostos de solidão, vi rostos de desespero. Apesar de vê-los meio distorcidos, pois a realidade estava atarantada, tentava perceber o que poderia cada rosto daqueles estar a transmitir, estar a sentir, estar a demonstrar.

Ouvi soar o meu nome. Entrei. O termómetro marcava mais de 39 graus (ai, fossem esses 39 graus marcados por dois corpos nus, unidos num só). Fizeram-me inúmeras questões, perguntas, suposições. Suposeram até que poderia ter sido um virús apanhado pela minha cadela, vejam só, pobre bicha, com todas as vacinas em dia, e que à 3 dias que permanecia sempre ao meu lado a chorar...Eles sentem, sentem mais que nós. 

E eu ali estava. Cansada, atarantada e sem qualquer controlo sobre o meu corpo. Odeio não controlar o meu corpo, sentir-me impotente com o meu corpo, não saber o que fazer para melhorar o meu corpo.

Fui picada...análises, medicamentos, raio-x. E pensava eu como é que a merda de um químico tinha mais controlo sobre o meu corpo do que eu própria? Estava fraca, de qualquer forma, nada podia fazer se não deixar-me ser tratada pelos senhores de bata branca.

O relógio já marcava duas da manhã quando me chamaram: "tem uma pneumonia atípica, provavelmente apanhou o virús no seu trabalho". A sério? Depois de terem a indecência, a frieza, a hostilidade de pensarem em culpar a minha cadela, dizem-me que apanhei no meu trabalho? Enfim, não me apetecia argumentar. Naquela altura, só imaginava a minha cama, queria deitar-me, descansar, sonhar. 

Será que existe o vírus da pneumonia do amor? Tivesse antes eu esse vírus, tivesse antes eu a febre de dois corpos nus deitados e abraçados, doesse-me antes o corpo depois de uma noite de amor intenso, senti-se antes eu as dores no peito depois da respiração ofegante de duas bocas unidas. 

tempo

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Tempo, esse tempo que parece determinar tudo, trazer tudo, esconder tudo, desembrulhar tudo.

Esse tempo que nem sempre aparece no tempo perfeito, esse tempo que nem sempre é tempo.

Esse tempo que poderia ter ocorrido à três anos atrás, esse tempo que aparece na altura certa, na altura errada.

Esse tempo que nos enrola, desenrola, e nos faz delirar...Nos faz abraçar, ecoar, amar.

Esse tempo que não controlamos, que deixamos correr, que deixamos trazer cada novidade num novo dia.

Esse tempo que tanto queremos apressar, ou atrasar. Que tanto queremos voltar, ou esquecer. Que tanto queremos tanta coisa, que acabamos por nem saber.

A vida comanda o tempo ou o tempo comanda a vida?

Nós comandamos o tempo ou o tempo é que nos comanda?

Eu diria que o tempo corre, e nós corremos com ele, junto a ele. E está e estará nas nossas mãos o que dele queremos absorver e entender.

Eu caminho junto a ele...Deixando-o trazer-me o que ele acha que me deverá trazer. Admirando cada novidade que ele me traz, sem recusas ou injúrias. Amando cada segundo que aparenta ser uma hora, cada hora que parece ser um segundo. 

Eu dou-lhe as mãos, porque ele sabe o que deverá trazer, o que deverá tirar, o que deverá escolher. Eu apenas o deixo correr, caminhando de braço dado, não permitindo que ele me fuja, não deixando que ele corra depressa demais.

Eu abraço-o...com tanta força que chego a sufocá-lo. Com tanta garra que chega a parecer uma batalha sem vencedores ou vencidos. Com tanto fervor, que chega a aparentar uma chama.

E assim conheço, vivo, amo o tempo. Esse tempo que tanto tempo me traz.

Inspiração de bom dia*

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"Fala bem minha mana
Já faz tempo
Olha-me bem
Meu sentimento ca tem medida
Tudo bem meu amigo, camba antigo
Ouve-me bem
É tão bom estar contigo
Minha praia tão morena
Minha pena
A morena foi embora
Minha mãe que me fazia carrapitos tão bonitos
Para eu me exibir na escola
Capital situção
Afinado coração
Ficou no São João bairro Benfica
28 tentação
Com a família
Com os irmãos e a restinga tão bonita


Azul do mar azul
E a Lígia sofredora
Nem o semba lhe consola

Pura dama, mana Mina quem diria
Nana nina (nana nina)
Casemiro fofoqueiro, bufubeiro cazucuteiro

Tropical matiné
Montserrat Caballé
Desportivo de São Paulo
Velha guarda na passada o dia inteiro
No ferroviário

Tropical matiné
Montserrat Caballé
Desportivo de São Paulo
Velha guarda na passada o dia inteiro
No ferroviário
No maxinde fui gastar meu salário
Nas crekenha com a Maria eu fiz folia
Dei a rede ao pescador na Baía..."

Yola Semedo & Paulo Flores - Mar Azul

Questiono-me...questiona

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Poderia dizer que está a ser fácil, que já tinha passado, que já tinha caído no esquecimento.

Poderia dizer que não penso, que não reflito, que não lembro.

Mas estaria a mentir. Estaria a omitir, a esconder, a tornar o certo no incerto. 

O Universo assim não mo permite. Lança-me diariamente irrefutáveis questões, provas, admirações sobre as quais não obtenho respostas, não encontro saídas, não consigo entender.

Limito-me a deixá-lo trazê-las, não cerrando as portas que lhes dão a entrada, porque isso não seria o mais certo...o mais correto.

Limito-me a sorrir para cada uma delas, deixando-me embalar na utopia da imaginação, na certeza de que um dia obterei a resposta para cada pergunta que se impõe no meu caminho. 

Questiono-me como tão poucas horas, se tornaram em tantos dias, semanas, anos. Como tão poucas palavras se tornaram em frases tão compridas que ecoam no meu pensamento. Como tão poucas expressões se tornaram em imagens tão poderosas.

Questiono-me se tu te questionas, se pensas, se procuras entendimentos.

Questiono e continuarei a questionar. Porque o que não é a vida se não uma imensidão de questões? Da procura, da luta, do encontro e reencontro de respostas?

 

 

Escolhi...

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"Uma pessoa imatura pensa que todas as suas escolhas geram ganhos. Uma pessoa madura sabe que todas as escolhas têm perdas"

Augusto Cury

 

E eu escolhi perder, viver sem a incerteza, sem as questões, sem as ilusões.

Viver sem o sim que era o não, sem a magia que era uma ilusão.

Viver sem essas palavras imaginárias, que agora tanto aparentam ser otárias.

Viver sem ter de pensar, ponderar, sem sentir que me estão a enganar.

Continuar o meu caminho, traçado e desenhado, e que continuarei a colorir.

Como sempre, desde sempre.

Porque amo a vida e mais que a vida, amo-me a mim!

 

 

Queres ser feliz? Dança!

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Descobri a dança ainda na altura dos bilhetes de algibeira, dos sorrisos marotos de criança, dos olhares meigos e ternurentos.E, durante 7 anos consecutivos, no meio de tantos desportos que enchiam o meu horário semanal, a dança era a minha paixão.

Dançar permite-nos soltar o que de melhor há em nós, sermos nós mesmos, transpor-nos para uma realidade que quase aparenta ser irrealística. 

Permite-nos conhercermo-nos, a nós e ao nosso corpo, à nossa alma.

Cada movimento que fazemos, eleva-nos à utopia da felicidade, permitindo a expressão daquilo que somos, daquilo que pensamos, daquilo pelo qual estamos a passar...a pensar.

Eleva-nos à nossa plenitude, ao auge daquilo que pensávamos não conseguir fazer com o corpo, mas que fazemos. 

Oferece-nos uma sensação de calma, como se todas as nuvens que estivessem a encobrir o céu, se tivessem esvoaçado e dado lugar ao mais brilhante sol.

Tudo se desvanece quando os nossos pés se começam a movimentar...fazendo todo o resto do corpo libertar-se em movimentos nítidos, sentidos, desnutridos de negatividade. Apenas escutamos a música, o bater do nosso coração.

Ontem fui dançar e senti tudo, descarreguei tudo, libertei tudo. E tu, já dançaste hoje?

 

Esse dia 3 de Dezembro

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(foto tirada em 2012)

 

Não podia deixar o passado dia 3 passar em branco...Esse dia 3 que falam ser o dia internacional da deficiência e que eu digo e volto a dizer ser o dia da pessoa COM uma deficiência.

Sim, porque acima de deficiência é pessoa...como todos nós, comos todos vós, como todos eles.

Com eles eu aprendi a amar, a viver a vida de uma outra forma, a acarinhar.

Aprendi a sorrir, a viver, a sonhar.

Aprendi a ver para além da diferença que todos falam, a ver a capacidade, a saudade.

Todo o ser humano é deficiente...quantas vezes dizermos amar sem amarmos? dizemos gostar sem gostarmos? dizemos saber sem sabermos? Se assim é, todos nós somos deficientes. Em alguma área, em algum lugar, em algum momento.

Ninguém é perfeito. Mas é nas imperfeições que amamos, que conhecemos, que nos envolvemos com o outro. Esse outro que nos ensina tanto, que nos enfeitiça tanto, que nos faz questionar tanto.

Com eles eu cresci...cresci em tanta coisa que esgotaria as letras do alfabeto para descrever. Aprendi o significado de cada sorriso deles, de cada abraço, de cada beijo de bom dia. Aprendi que o ser humano é feito de diferenças, de indiferenças e de tanta falta de sensibilidade e da designação de igualdade.

Aprendi o significado da humildade...da sinceridade...porques eles são assim mesmo. Tão iguais a nós mas tão melhores que nós. sabem amar...sabem compreender, entender, adorar à maneira deles. Maneira essa tão superior a qualquer um de nós.

Sabem trazer magia. Aquela magia que nos coloca um sorriso rasgado mesmo que estejamos num dia mau. Aquela magia sem maldade, sem ódio, apenas com a verdade.

Fecha os olhos e tenta resolver isto: 


(X + Y)+(X - Y)+(X.Y)+(X/Y)=1.176

(X² + Y²) + (X² - Y²) + (X² . Y²) + (X²/Y²)=1.040.400

 

Não sabes? ok, és deficiente....somos todos...

Podia...

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"(,,,)

Adoro os teus caracóis
Desde o primeiro dia foram como anzóis
Fiquei vidrado
No teu olhar encantado
Mas desiludido por achar que tinhas namorado
Dia 13 foi a transição
Que me fez chegar a uma conclusão, vamos
Viajar pelo mundo como imigrantes
Cortar a distância que nos deixa distantes
Apesar de não fazermos amor, eu
Falo contigo no meu computador, e
Se eu tiver uma insónia
Já sei que vou fugir para Santa Apolónia
Chegar a Campanhã
É o que me faz sorrir ao acordar pela manhã

(...)"

Sam The Kid

Pus-me a pensar

 

Podia relatar tanta coisa, podia falar, escrever, pensar tanta coisa.

Podia juntar letras, palavras soltas, pensamentos perdidos.

Podia chorar, gritar, questionar.

Podia lamentar, tentar perceber, e não entender.

Mas prefiro sonhar. Sonhar com o agora, sonhar com o momento presente, com quem está ausente.

Prefiro deixar levar...deixar o vento soprar sobre os meus caracóis, a maresia entrar pela minha respiração, e sentir-me viva. Sentir-me viva, capaz de amar, de adorar, de gostar. 

Sentir-me como nunca, como uma alma espelhada no céu estrelado, desenhado ao pormenor. Sentir-me no agora, no aqui, no presente.

Sentir-me a viajar. O que é a vida se não uma viagem?

 

 

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