Reflexões
Sempre ouvi a frase cliché do "quanto mais conheço as pessoas, mais gosto dos animais", e comecei a percebe-la, a entende-la, a vive-la desde que conheci as pessoas e tive um animal.
O ser humano está, não hipoteticamente falando, no auge da hipocrisia, da falsidade, do materialismo.
Olhamos ao nosso redor e vemos fantoches fotocopiados que seguem modas e manias, conversas que são tidas nas costas substituidas por sorrisos à frente, valores que se perdem e voam.
Olhamos ao nosso redor e vemos avalanches de pessoas, pisando-se e atropelando-se umas às outras, sem razões ou justificações plausíveis de entendimento.
Olhamos ao nosso redor e vemos violência entre os seres humanos, não ignorando ou colocando de parte as guerras que já à anos se desenrolam sem prospecção de um fim, vemos maldade, falta de dignidade.
Olhamos ao nosso redor e vemos dedos apontados sem noção das diferentes perspectivas existentes, sem o olhar ao seu eu interior, sem o amor próprio antes de tentar (sim, tentar) amar os outros.
Poderia tentar encontrar uma resposta para tal realidade mas seria uma perca de tempo, tempo esse precioso para continuar a viver, a construir o meu caminho, a colocar mais um pouco de cimento nos sonhos que, aos poucos, se vão construindo.
Não vale a pena cansar a minha mente na procura de uma resposta que nunca vou ter, prefiro pensar que a sociedade assim está a formatar os seres humanos e que, se quiser ver a diferença, a mesma terá de começar por mim...pelos meus...por aquilo em que creio e acredito.
Não sou de julgar...de negativizar...mas sou adepta da instrospecção. E, ao olhar para o olhar doce e meigo da minha cadela, para as vezes sem conta possível que ela me ouve (ai, se ela falasse) e para o companheirismo que me dá sem esperar algo em troca, sem dúvida que gosto mais dela do que naquilo em que o ser humano se tornou.
