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Palavras soltas, pensamentos em sintonia

Palavras soltas, pensamentos em sintonia

O livro da vida

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Vida…

São dias que passam,que correm com espectadores, actores principais e secundários. Pessoas que passam e nos envolvem no quente do seu abraço, outras que saem em paragens incertas do nosso comboio.

São horas que se desenrolam, fazendo-nos suspirar pelo último minuto recordado com um brilho nos olhos. Minutos que o relógio parece não querer marcar, segundos de definições indefinidas que vamos tentando questionar.

São palavras que tocam, acariciam, que tornam doce o amargo de outrora. Sílabas que iluminam o céu, e petrificam na janela um vulto adormecido. Questões que embaraçam o árduo e audaz significado disso mesmo…da vida.

É um romance, um policial, uma comédia, descrita com inúmeras páginas anexadas em capítulos que aumentam com o dia a dia que teima em nascer. Um best-seller avistado na banca mais preciosa do nosso ser.

Nós escrevemos o rumo, o decorrer da história, a entrada e saída de personagens, a hora do nascer do sol e do anoitecer. Desenhamos o luar observado pelo nosso olhar, o sol que enternece as mãos dadas de dois recém namorados, as ondas que ilustram o mar.

Colocamos cada pedra na calçada onde caminhamos, cada tempestade que nos atormenta, cada lágrima que rompe e deixa o sal nos sedosos lábios.

Redigimos o encontro, a desilusão, a morte da alma que nos faz embarcar no cruzeiro da paixão. A mágoa do sentimento indefinido a que denominam amor, o sorriso da amizade, o ardente envolver de dois corpos nus, o corrimão da escada que provoca dor.

Vida…

São segundos, minutos, horas, dias de afirmações... Meses, anos, séculos de meras negações.

É a sensibilidade comum a todo o mortal, narração coleccionada pelos olhares mais bisbilhoteiros que intrometem, atormentam, entram sem serem convidados e teimam em não querer sair.

São inúmeros volumes numerados pela idade que começa a pesar e pela infância à muito adormecida. É a descrição de opostos, de diferenças, de um bem precioso a todos.

É o nosso ser, o nosso livro, a nossa escrita.

Nós enrolamos e desenrolamos cada letra, cada sílaba, cada capítulo. 

Nós somos poetas, somos escritores, somos autores da nossa vida.

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